De repente, você


Sorriso estonteante. Olhar cativante. Jeito apaixonante. Por que ele tinha que ser tão ELE? Por que tinha que aparecer agora? Por que ele tinha que invadir meus pensamentos, minha imaginação, meus sonhos? Perguntas inexplicáveis, assim como o meu sentimento. Tem certas coisas que eu não sei dizer ou explicar, só da pra sentir.

A nossa história, ou melhor, a minha história paralelou-se com a dele numa segunda-feira de agosto. O que se espera em uma segunda-feria? Nada. Só um milagre talvez... ELE! Lembro-me muito bem daquele dia. Eu estava morrendo de sono, de tédio, de chatice, de tudo, definitivamente eu não queria estar ali. Quando ele apareceu ouvi um murmurinho  acompanhado de risinhos irritantes das meninas que estavam em volta, era um tal de " Que lindo" "Olha esses olhos" "Deus grego no Brasil?" "Opa opa, hoje a minha sorte muda"... Mal sabiam, mas foi a minha que mudou.

No começo não aguentava olhar pra aquele cara, ele era indiferente, apenas mais um rostinho bonito com jeitinho de convencido que já passou por mim. Estava enganada. As semanas passaram e eu pude conhecer seu interior, pra mim, esse sim se fez encantador. A presença dele foi ficando cada vez mais constante (isso porque o meu coração sismou em fazer uma morada, onde lá ele habitava). Se não fosse comigo, acreditaria que aquele sentimento era paixão. 

Inegável, eu estava literalmente apaixonada. Logo eu, logo por ele... O cérebro parou de funcionar e eu era só coração. Entre rápidas sistoles e diástoles, quando ele aparecia, percebi que algo tinha mudado, não era só a presença dele em mim, agora também era a minha presença nele. Quando um homem se aproxima muito, conversa aleatoriamente, sorri, é gentil... Das duas uma: Ou ele está interessado em você, ou na sua amiga. No entanto, se aprendi algo nisso tudo é que: 1- Se a conversa se estende e os assuntos não são terceiros; 2- Se vocês não conseguem parar de se falar; 3- Se começa de manhã com um "Bom dia" e só termina de noite com um "Durma bem",  hmmmm é você.

Estava "perfeito", parecia lindo, mas não era certo. Não pra mim. Não são algumas palavras (ok, muitas palavras) que me deixaria aparentemente "caidinha" por ele, quiça declarar meus sentimentos. Foi então que o cérebro ressuscitou e o meu lado racional voltou. Bem a tempo! Talvez aquilo fosse uma fase, que acabaria do mesmo jeito que começou. De repente. 

Dessa vez eu estava certa. Aos poucos a tal presença foi sumindo e sumindo. Sem olhares. Sem sorriso. Sem "Bom dia". Sem conversa. Com dor, que depois virou alívio e hoje é só uma lembrança. Deus nem sempre nos dá o que queremos, mas nunca nos deixa faltar o que precisamos. Ás vezes não entendemos o porquê de algumas situações acontecerem justo com a gente, mas o senhor tempo sempre nos esclarece tudo. Hoje eu vejo que precisei dele naquele tempo, precisei da presença, da conversa, do carinho, enfim, da distração que ele trouxe pra minha vida. Quando aquele tempo mudou, ele não era mais preciso, talvez por isso tenha ido.



6 comentários:

  1. Adorei o texto, Thali! Você escreve super bem!
    "Com dor, que depois virou alívio e hoje é só lembrança" Tem partes ai super impactantes!!!
    Beijo!
    www.vitaminatrendy.com

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  2. Texto lindo, doeu um pouco pra ler porque me identifiquei totalmente.
    Você escreve muito bem, lindona <3
    Bjsss,
    http://bluepalmeira.blogspot.com.br

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    1. Ahhh muito obrigada, fico feliz que tenha gostado e como você se identificou, espero que o final tenha te consolado. Beijo grande, volte sempre.

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  3. Texto incrivel, blog incrivel !
    https://isabellaluiza.wordpress.com/

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    1. Obrigada! Beijos e continue ligada aqui no Pausa pra TPM!

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